"Ás catro da mañá, nunca se sabe se é demasiado tarde, ou demasiado cedo". Woody Allen







jueves, 16 de febrero de 2017

Mario Soares en Moscova (1987)


En novembro de 1987, Mario Soares, daquela presidente da República Portuguesa, foi a Moscova en visita oficial, atopándose con Mihail Gorbachov, secretario xeral do PCUS (Partido Comunista da Unión Soviética). De seguido fican algúns fragmentos dun documento que pode ser integramente consultado no arquivo da Fundación Gorbachov, en Moscova.

Fundo 1. 49
Notas da conversa de M. S. Gorbachov com M. Soares, Presidente da República Portuguesa

24 de Novembro de 1987

Mikhail Gorbachov (M.S.G.) Sinto-me feliz em saudá-lo, senhor Presidente.

Mário Soares (M. S.) Estou muito contente pelo encontro com o Senhor. Para mim, tem um significado extremamente importante.

M.S.G. Infelizmente, eu só pude estar uma vez em Portugal: no congresso do PCP no Porto, onde fui um representante tão consciente que só uma vez consegui sair da sala de sessões.
(Gorbachov aborda o tema do Vinho do Porto)

M. S. Os franceses compram mais. A propósito, o vinho das ilhas dos Açores – Portugal – era fornecido para a Rússia em tempos antigos para a mesa imperial.

M.S.G. Senhor Presidente, tive algumas dúvidas como tratar o Senhor, visto que com o seu antigo colega da Internacional Socialista, W. Brandt, nós tratava-nos por “camarada”. Mas visto que o Senhor, antes da eleição para esse cargo, abandonou o Partido Socialista, irei dirigir-me a si como Presidente.

M. S. Correcto. Saí do PS, mas continuo a ser socialista.

M.S.G. Relações bilaterais. Respeitamos o povo português, mas um período de queda…

M. S. Além das nossas causas puramente internas, o resfriamento nas relações soviético-portuguesas, considero, foi originado também pela tendência para dar prioridade ao desenvolvimento das relações entre o PCUS e o PCP em relação às relações entre estados…
… Por isso, considero que, agora, formaram-se as condições necessárias para o aprofundamento das nossas relações. A minha visita à União Soviética é a manifestação do desejo de Portugal passar para uma etapa nova, mais alta nas relações com a União Soviética.

(Soares explica a adesão à CEE)

M. S. Em Outubro, esteve em Portugal em visita oficial o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. E nós com ele falámos de uma situação paradoxal. Angola é um país muito rico, mas Portugal, depois de ficar privado dela, bem como de outras colónias, sente-se significativamente melhor que durante o regime colonial.

M.S.G. Mas os países em desenvolvimento também colocam a questão: Por que é que é assim? Temos recursos naturais, laborais e outros, temos liberdade política. Mas não temos resultados na esfera económica.
Penso que a causa se encontra no carácter dos laços do “terceiro mundo” com os países ocidentais, na desequilíbrio das trocas, que se forma e aprofunda à custa desses laços. Este tema é realmente fulcral, objecto para discussões e conversas. Eu falei sobre isso com muitos políticos ocidentais: com Miterrand, Tarcher, Kraksi, Reagan, e com muitos outros. Eu tentei mostrar claramente que, hoje, o desenvolvimento dos países industrialmente desenvolvidos do Ocidente é pago, em medida significativa pelos países em desenvolvimento. Nestes países agudizam-se os problemas económicos, aumenta o contraste entre as enormes possibilidades potenciais e o nível de vida extremamente baixo da população. O Ocidente não que por enquanto compreender a profundeza do conflito em amadurecimento, safando-se com paliativos, com tentativas de liquidar a agudeza dos problemas, mas não os resolver.
Pode-se dar o nome que se quiser a essa problemática: diálogo Norte-Sul ou ordem económica internacional. Isso não faz com que as coisas mudem significativamente. Mas se se continuar a conservar os restos do sistema colonial, se a crise for empurrada para o interior, terá lugar a explosão. Por isso, este problema é mais político do que económico…

M. S. Estou de acordo com muitos raciocínios seus. Em muitos países em desenvolvimento, como no Brasil, Argentina, México, criou-se uma situação catastrófica com a dívida externa. Eu também falei sobre isso com os americanos, nomeadamente com Reagan e Schultz.
Portugal, nestas questões, está solidário com o Brasil, que constitui um exemplo escandaloso de como, tendo todas as possibilidades para um desenvolvimento rápido, o país se vê sufocado por dívidas. Tenho o direito de falar assim também porque eu enfrentei pessoalmente problemática semelhante quando ocupava o cargo de primeiro-ministro. Eu realizei duas vezes conversações com o FMI sobre as condições de prestação de ajuda económica a Portugal. Fomos obrigados, depois, a realizar uma política de economia rígida.
Conseguimos resolver alguns problemas económicos, mas à custa do aumento considerável de tensão social, o que levou a que tenha sofrido duas vezes derrota nas eleições. Por isso tenho razões para dizer: é preciso avançar para uma nova ordem económica mundial nas relações com os países em vias de desenvolvimento. Agora, a meu ver, são dados alguns passos nesse sentido, embora, por enquanto, de forma vagarosa.

M.S.G. É insuficiente que isso seja feito separadamente, em grupos fechados.

M. S. Estou de acordo que, por enquanto, isso é feito num âmbito limitado. Fico com a impressão de que até o FMI compreende hoje que é preciso fazer alguma coisa.
Gostaria de abordar ainda dois aspectos deste problema. Primeiro, enquanto continuar a corrida aos armamentos entre o Oriente e o Ocidente, será impossível encontrar meios para resolver os problemas dos países em desenvolvimento.

M.S.G. Saúdo isso. É minha profunda convicção.

(Solução dos problemas económicos e sociais em Portugal e na URSS)
Gorbachov fala longamente da perestroika…

M. S. … O Senhor recordou os 2,5 mil milhões de pessoas que vivem nos países em desenvolvimento, lutam contra a fome, as doenças e outras privações. Portugal sente esses problemas talvez mais do que qualquer outro. Conhecemos a situação em África e estamos extremamente preocupados com o facto de o processo de descolonização não se ter tornado base para o progresso dos países africanos. E sentimos sinceramente os sofrimentos que enfrentam as pessoas nesses países. Conhecemos e compreendemos bem os angolanos, ligados a nós por laços seculares. Até o chefe do meu gabinete – N. Barata – é angolano de origem. Por isso, consideramos que é preciso dar alguns passos para ajudar os países africanos na luta contra as epidemias, fome e miséria. Mesmo se, por enquanto, não há possibilidade de uma regularização global no Sul de África, é preciso dar alguns passos práticos. A URSS é uma potência com interesses e responsabilidade globais. Vocês também têm interesses em África. Penso que, nessa base, poderíamos analisar mais pormenorizadamente as questões que interessam a ambas as partes.

M.S.G. Somos solidários com o povo de Angola na sua luta e na opção que ele próprio fez. A luta dos angolanos em defesa dessa opção é-nos próxima e compreensível talvez também porque, no início de 1918, a jovem república soviética se tornou objecto da intervenção de 14 estados. Depois, desabou sobre nós a máquina militar fascista, na luta contra a qual perdemos 20 milhões de vidas. Por isso os ideais da luta pela liberdade e a independência são-nos mais próximos do que a ninguém.
O principal é que a opção seja feita pelo próprio povo e é assunto dele que opção fizer. No Zimbabwe há um regime, em Angola outro, em Moçambique um terceiro. Mas nós estamos solidários com a luta de todos esses povos e iremos ajudá-los. Aqui as nossas posições divergem das do Ocidente, dos EUA, que tentam economicamente e por outros meios sufocar esses regimes de quem não gostam.

M. S. Não estou de acordo com isso. Se a companhia americana “Gulf – oil” não extraísse petróleo em Angola e não o exportasse para os EUA, Angola nada teria para pagar até a presença de 38 mil cubanos.

M.S.G. Mas os americanos colocam assim a questão: retirem os cubanos, reconheçam a UNITA, porque, caso contrário, nada teremos para conversar. Isto não será pressão?

M. S. Eu não falo da posição americana. Nós e os EUA também temos divergências a esse propósito. No que respeita a Portugal, nós realizamos em África “jogo limpo”. No período do fascismo, eu próprio estive na prisão com o futuro presidente de Angola: A. Neto, e manifestei-me sempre contra a guerra colonial.
Depois da revolução de 1974, nós fizemos o que devíamos fazer: realizámos a descolonização. Com o nosso apoio foram concluídos os acordos de Alvor entre os três movimentos de libertação nacional de Angola. Hoje, mantemos relações normais com o governo de Luanda, demonstrando assim o nosso desejo de olhar lucidamente para o real estado das coisas.

M.S.G. Os angolanos escolheram a sua via. Eu nem sequer posso dizer que regime lá vigora. Do ponto de vista económico e social, pouco aí mudou. Nós apoiamo-los do ponto de vista político, moral, e economicamente dentro das possibilidades.
Mas os EUA não gostam dessa opção. Mais, em tudo o que não gostam continuam a ver a “mão de Moscovo”. Eu disse ao presidente Reagan, durante o nosso primeiro encontro em Genebra: vós transformastes a América Latina numa periferia dos EUA, explorastes durante décadas os povos dos países latino-americanos. Mas, agora, quando eles não querem suportar mais isso, vós considerais a sua luta “ameaça aos interesses dos EUA” e “mão de Moscovo”. Isso é demagogia!…

M. S. Penso que existem muitos pontos comuns nas nossas abordagens, nomeadamente para com os problemas de África…

lunes, 6 de febrero de 2017

El nombre de todos


Un museo para recorrer la historia minúscula e imborrable del Holocausto.

Por Luisgé Martín
El País semanal 
05/02/2017

En el Museo Yad Vashem de Jerusalén se expone la fotografía de la boda de Zismu y Necha Reich, celebrada en la ciudad polaca de Trzebinia en 1937. Es un retrato de grupo en el que aparecen los novios y todos los invitados. Los padres de la novia, sentados al lado de ella, eran carniceros, y los del novio, sentados a continuación, eran comerciantes de ganado, de modo que debía de tratarse de una familia modesta. Hay un total de 64 personas, entre las que se cuentan al menos 13 niños. Cincuenta y cuatro de ellas fueron asesinadas en el Holocausto, en la Shoah. Esa es la dimensión del horror.

La historia se escribe siempre con minúsculas. Detrás de las guerras, las crisis económicas, las revoluciones o las ideologías hay seres humanos minúsculos, vidas invisibles que en ningún libro merecerían ni una sola línea. Los museos dedicados al Holocausto judío son muy conscientes de esa circunstancia. En el de Washington, a cada visitante se le entrega la tarjeta de identificación de una víctima con su historia y su peripecia. En una de las barracas de Auschwitz se exponen algunas de las fotografías que se tomaban a los prisioneros para ficharles al llegar al campo. Y el Yad Vashem pone en el centro de su filosofía museística a esos hombres y mujeres que tenían vidas reales y que fueron protagonistas de la historia muy a su pesar. 


El espinazo del museo, levantado en un edificio brutal y hermoso que parece colgar de la brecha de una montaña, está formado por la carne y el hueso de esos seres corrientes que se toparon por accidente con el huracán del nazismo. Cada una de las estampas históricas -la furia de los cristales rotos, los guetos, los avances militares, los campos de exterminio- tiene caligrafía humana: objetos vulgares que pertenecieron a alguien, fotografías dedicadas, muebles que fueron abandonados o libros que nunca se terminaron de leer. Nombres, apellidos, identidades. El nombre del museo proviene de unas palabras bíblicas del profeta Isaías: Yad Vashem significa "nombre eterno". "Yo he de darles en mi casa y dentro de mis muros (...) un nombre eterno que nunca será olvidado". Por ello no es solo simbólico que al final del recorrido serpenteante por el museo esté la Sala de los Nombres, en cuyo espacio circular se guardan las llamadas Hojas de Testimonio, que son breves biografías de cada una de las víctimas del Holocausto documentadas. Hay más de dos millones de hojas, entre ellas las que cuentan la vida de los 54 asesinados de la boda de Zismu y Necha Reich.

Aunque suele afirmarse que la bondad no tiene atractivo literario, en el Yad Vashem están también los nombres de los bondadosos, que allí son llamados los Justos entre las Naciones: aquellos que en cual- , quier parte del mundo arriesgaron su reputación, su dinero y su vida para salvar a algunos judíos de la cacería. Oskar Schindler fue conocido por las artes cinematográficas de Spielberg, pero hay cientos de justos en toda la geografía del conflicto, como el español Ángel Sanz Briz, diplomático en la legación de Budapest que arropó bajo su tutela jurídica a más de 5.000 judíos de diversas nacionalidades que pudieron huir. El Bosque de los Justos nos recuerda que en los dilemas más monstruosos siempre es posible elegir lo correcto: muchos seres humanos lo hicieron.

En 2017 se cumple el décimo aniversario de la concesión a este museo del Premio Príncipe de Asturias de la Concordia. Perla B. Hazan, directora del departamento para Latinoamérica, España, Portugal y Miami, cree que es un buen momento para hacer balance de lo que el museo ha supuesto. Como dijo Elie Wiesel, premio Nobel de la Paz, "hay muchos museos sobre el Holocausto en el mundo, pero la fuente está aquí. Este es el corazón y el alma de la memoria judía. Recordando el pasado forjaremos un mundo más humano".


domingo, 5 de febrero de 2017

As boas xentes



Pedro Gómez-Valadés
Pyublicado en: Atlántico diario / Diario de Pontevedra / La Región de Ourense / El Progreso de Lugo / GaliciaConfidencial - 
27.01.2017

Sempre imaxinei ás boas xentes, ás boas persoas, coma unha sorte de chinchetas que desde a súa humildade e pequenez, impiden que o mundo caia da parede. Tarefa nada doada nun mundo no que abondan os exemplos de maldade e inmensa crueldade con consecuencias terribles para con nós mesmos, os seres humanos.

Hai un coñecido refrán xudeu que di que quen salva unha vida salva un mundo enteiro. Certamente non hai xesto máis xeneroso que salvar unha vida allea arriscando a propia. Persoas que coa súa coraxe evitan que vidas feitas de tempo, amor, desamor, dúbidas, certezas… poideran ser apagadas arbitrariamente pola maldade.

E un ano máis chega o 27 de xaneiro. Data que desde 2005 e por mandato de Nacións Unidas, xunto a reivindicación da memoria das vítimas do Holocausto reivindica tamén a todas aquelas, non moitas persoas, que nos negros anos negros da barbarie xenocida e antisemita desatada polo nazismo contribuíron a preservar a dignidade da condición humana.
Teñen en Israel, no imponente Yad Vashem, o centro que desde Xerusalén estuda e preserva con mimo a memoria das vítimas da “Shoah”, do Holocausto, un xardín poboado de árbores dedicadas ás persoas que os xudeus nomean como “Xustos entre as Nacións”. Esas boas xentes que arriscaron - ou perderon - as súas vidas na nobre misión de salvar a dos outros. Esquecelos, non recoñecelos coma merecen, ademais de inxusto, empobreceríanos como persoas. 

Pois ben, Galicia tamén ten fermosos exemplos de estrema dignidade nos escuros tempos da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto xudeu. As irmáns Lola, Amparo e Julia Touza, que desde a súa Ribadavia e sen máis afán que salvar a cantos máis seres humanos perseguidos fora posible, fixeron que centos e centos de exhaustos xudeus puideran pasar a Portugal e salvar así as súas vidas das gadoupas da barbarie. Ou o incomprensiblemente esquecido pola súa propia cidade natal, o doutor vigués Eduardo Martínez Alonso, quen organizou a rede que permitiu fuxir desde Francia a Portugal, a través da España franquista a incontables xudeus fuxitivos dunha morte certa.

Lembrar hoxe a Lola, Amparo, Julia e Eduardo Martínez Alonso é obriga moral de todos e todas nós. Hoxe, 27 de xaneiro, e todos os demais días do ano. Por eles. Por nós. Para evitar que o mundo caia da parede

sábado, 4 de febrero de 2017

Unha historia de amor e escuridade

Contaba o mestre John Ford que para realizar unha boa película son precisos tres ingredientes fundamentais... a saber: un bo guión, un bo guión e máis un bo guión.

Natalie Portman escolleu para realizar o que é o seu debut na dirección unha materia prima insuperable pero arriscada. A obra de Amos Oz: “Unha historia de amor e escuridade” (que recomendo a quen non a lera) ofreceulle unha magnífica base e debo recoñecer que Neta-Lee Hershlag foi quen de adaptala cun bo guión e aprobar con notable este o seu primeiro salto tras a cámara.

Gustoume e moito a película, e co voso permiso desde este púlpito a recomendo (se a dades atopades claro está... porque incomprensiblemente a España non da chegado nin en formato dvd). En todo caso e para ir abrindo boca déixovos o seu tráiler subtitulado en portugués xa que en Portugal si foi estreada no mes de maio do ano pasado.

En fin... marabillosa (sempre) Natalie Portman e marabilloso (sempre) Amos Oz
.

sábado, 28 de enero de 2017

Una jornada para el recuerdo. Por Jon Iñarritu


Por Jon Iñarritu. Senador por EH Bildu y miembro de la Liga Internacional contra el Antisemitismo (LICRA) - El Correo - 27.01.2017



Hoy,  27 de enero, impulsado por la ONU y la Unión Europea, se celebra el Día Internacional de Conmemoración en Memoria de las Víctimas del Holocausto, también conocido por su traducción al hebreoShoah (Genocidio Judío). De igual forma, de manera inclusiva, en numerosos actos  se recordará al resto de víctimas del totalitarismo, ya que, si bien existen días de conmemoración específica del genocidio gitano (Porraimos),el 2 de agosto, y el de las victimas del nazismo, el 23 del mismo mes. El aniversario de la liberación de Auschwitz- Birkenau, por las tropas sovieticas. Un día para el recuerdo de la página más negra de la historia Europea. ¿Cómo pudo ocurrir ese horror en la zona más culta y desarrollada en la Europa del Siglo XX?

La Shoah, fue diseñada y planificada por 15 miembros de la élite del partido nazi, reunidos en Wansee (20-1-1942). En aquella reunión  se estableció  la burocratización de la deportación y  aniquilación  de los judíos europeos por medios industriales « la solución final a la cuestión judía ». Al final de la II Guerra Mundial, 2/3 de los judíos de Europa, más de 6 millones,  habían sido exterminados. El Holocausto fue el cénit de más de 2000 años de antisemitismo.  El odio antijudío no nació en la Alemania Nazi. Desde siglos antes y diferentes ideologías, religiones y Estados se había promovido la segregación, las expulsiones, los pogromos, los boicots y las discriminaciones contra los judíos. Todo ello, argumentado desde todo tipo de  líbelos y acusaciones falsas deshumanizadoras, demonizadoras y estereotipadas sobre los judíos. Lo más preocupante es que ni tras el nazismo, la judeofobia u otras formas de odio racial,  desaparecieron de Europa.

Si alguno de ustedes transita por el barrio del Saint-Esprit, de Baiona-Bayonne, observará cómo en la Rue Maubec, cerca de la estación, hay un retén permanente de militares frente a la entrada de la sinagoga. Los sucesivos ataques contra la comunidad judía, en Europa, hacen necesaria la protección de las instituciones hebreas: el colegio de Toulouse, el museo de Bruselas,  el Hyper Cacher en Paris, la sinagoga de Copenhague. Pero no solo el yihadismo amenaza a este colectivo. En 2006, el joven Ilan Halimi fue secuestrado y golpeado hasta la muerte, ya que sus captores presumieron, basados en una lógica antisemita, que podrían pedir una importante suma por su rescate, basado en la falsedad judeófoba, que, como judio, su familia sería millonaria. Pero más allá del antisemitismo violento, sigue existiendo el intelectual y discriminador; aquél que sigue señalando, acusando, calumniando y difundiendo los viejos mitos antijudíos. No solo no han acabado las caricaturas que representan a los judíos con narices aguileñas, o los convierten en arañas, pulpos o cerdos ; se siguen publicando artículos que hablan de « un  lobby poderoso judío » ; políticos, califican de « agentes exteriores o verdugos» a representantes de la comunidad judía. De igual forma, internet y las redes sociales se han vuelto el vivero perfecto desde donde el anonimato, se siguen extendiendo todo tipo de libelos judeófobos. En 2013, la Agencia Europea de Derechos Fundamentales (FRA), hizo hoy una llamada a los países miembros de la Unión Europea (UE), para que tomaran medidas "urgentes" con el fin de actuar contra el "creciente antisemitismo", sobre todo en Internet. En el mismo informe, en el que se recogía una encuesta en 10 Estados miembros de la UE, uno de cada 5 ciudadanos judíos reconocía haber sufrido algún tipo de incidente judeófobo.
 
Jon Iñarritu (derecha) en el Seminari de Antisemitisme (Barcelona, diciembre 2016)
Una de las características propias del antisemitismo actual, es que nadie se suele reconocer como tal. En muchos casos, las más nauseabundas acusaciones antisemitas, se suelen camuflar como opiniones « políticamente correctas », en algunos casos como  críticas a Israel o al sionismo, aunque se realicen contra personas  que nada tienen que ver con ese Estado. Esto no es nuevo; recordemos el “ Complot de los Médicos” ,en la URSS; o el “Proceso de Praga”, en Checoslovaquia (1952), en los cuales, las  ya falsas acusaciones complotistas, fueron presentadas contra “agentes sionistas”, cuando en realidad fueron las clásicas acusaciones del antisemitismo contra ciudadanos que, lo único que tenían en común, es que eran judíos.  Durante nuestros días, esta práctica no ha cesado el intento de camuflar la judeofobia primaría en discursos elaborados y, presumiblemente,  neutrales. Las  mismas instituciones europeas, como UE (Agencia Europea para los Derechos Fundamentales-FRA)  y la OSCE, en su definición de trabajo sobre el antisemitismo han recogido qué  es y qué no lo es. De igual forma, han sido numerosos los estudios universitarios analizando el asunto, como el del profesor Xavier Torrens, en su análisis “la Heurística del Antisemitismo Contemporáneo”, en la cual, queda en evidencia el escamoteamiento del viejo odio antijudío bajo nuevas formas. ¿Cuáles son esos libelos y acusaciones?

En nuestros días, los libelos judeófobos siguen extendiéndose.  Lo curioso es que, prácticamente, no han variado : conspiracionismo ; control de medios económicos, industriales, de medios de comunicación ; poderío económico y político ; deicidio ; el libelo de la sangre. Un siglo después de la públicación de Los Protocolos de los sabios de Sion, las  falsas acusaciones de control y conspiración siguen. Al igual el de la demonización y la sospecha de todo aquello que es judío. El filosofo Taguieff en su obra “ El Nueva Judeofobia” señala que, hoy en día, el antisemitismo se halla en tres sectores: La extrema derecha, el islamismo y en algunos sectores de la izquierda.  Esto último es lo que más sorprende ¿Cómo es posible? En ocasiones se ha querido presentar este problema como con el conflicto árabe-israelí, pero lo cierto es que el antisemitismo de izquierda nació en ciertos sectores desde los inicios, en pleno siglo XIX; no hay más que leer a Proudhon y a otros teóricos. De igual forma, a día de hoy,  los actos y declaraciones judeófobas que se realizan actualmente desde postulados de izquierda, no siempre se hacen abordando la problemática de Oriente Medio, sino  de asuntos occidentales. No es ni generalizado ni el más peligroso, pero si el más incomprensible que, en un movimiento que lucha por la igualdad y contra la discriminación, se puede producir algo así. Por ello, como  han manifestado en los últimos años pensadores como Ignacio Ramonet, Slavoj Zizek y Owen Jones,  también en cierta izquierda existe un problema y hay que hacerle frente.
Incomprensiblemente la judeofobia, al igual que otros prejuicios como la gitanofobia, la islamofobia y la xenofobia, siguen presentes en nuestras sociedades. No siempre tan explícito ni evidente, pero ahí está. Del mismo modo, la extrema derecha vuelve a competir por llegar a Gobiernos en Europa con sus mensajes del odio y, con ello, influye en otras formaciones que se dedican a abordar problemáticas humanitarias  y sociales, desde la securocracia,  apuntan y criminalizan a colectivos por su origen, etnia, confesión….
Por todo ello, recordemos lo que ocurrió en Europa, en una Europa culta, cuna de la racionalidad. Recordemos que, la peor Europa, fue esa Europa antijudía y racista. Es importante recordarlo ya que si no lo hacemos, de esa desmemoria nacerán la banalización, el olvido y, de él,  resurgirá prejuicio del que  habita la intolerancia. Todos aquellos que participamos en política, especialmente aquellos que aspiramos a una sociedad más igualitaria, sin discriminaciones de ningún tipo, tenemos una responsabilidad a favor de crear más tolerancia y de no alimentar viejos demonios vestidos de nuevos.

miércoles, 25 de enero de 2017

Kennicott visita Vigo...


...e estará por estes lares ate o 25 de marzo coma un dos cen obxectos cos que magnífica exposición "Galicia 100" fai un emocionante percorrido pola nosa historia. Sen dúbida paga a pena achegarse á sala de exposicións do García Barbón (AFundación).


miércoles, 28 de diciembre de 2016

Os alófonos fantásticos. Poemas descoñecidos de Álvaro Cunqueiro.


Nas páxinas do suplemento cultural "Letras" que editaba o Faro de Vigo, entre os anos 1964 e 1980, Álvaro Cunqueiro publicou varios centos de traducións ao galego de poetas de múltiples e variados orixes, dende William Shakespeare, Dante Alighieri, Jack Kerouac ou incluso Leonard Cohen. Pero entre elas Cunqueiro deslizou unha ducia de poemas da súa propia autoría que vestiu coma traducións de distintos idiomas e asinou con nomes falsos: Enzo Carletti da Murona, Carlo da Marjolana, Enzio Buoncompagni e Giorgio Cantalupo, italianos; Decio Arveanu e Eliano Ardeanu, romaneses; Argret Svaden, danés; Sigurd Hallkness, Erik Triggvason e Frank Sigmundson, suecos; Knut Tellanken, islandés. Todos eles supostamente traducidos ao galego por un suposto Manuel María Seoane agás o primeiro dos publicados cuxa suposta tradución asina o non menos falso Álvaro Labrada. 

Do esquecemento no que xacían baixo a profundidade das hemerotecas foron rescatados estes poemas de Álvaro Cunqueiro por Iago Castro Buerger no seu traballo de 2004 "Os alófonos fantásticos. Poemas descoñecidos de Álvaro Cunqueiro". 

Por primeira vez ven a luz en papel estes poemas no libro "Álvaro Cunqueiro, Poesía 1933-1981" editado por Galaxia (2011)



1. Cando se fina un home 

Cando se fina un home, morre unha cidade. 
Vaise il, pro non soio. 
Leva soños, verbas, desexos que foron, bicos, 
tristuras, amistades, grandes risadas. Todo isto 
no fardelo que lle foi dado. 
Pro tamén leva dos outros: 
o aroma de aquel recuncho, aquela hora 
de sol de inverno na praza, a fonte 
sob os plátanos, o cheiro de mel da confiteiría, uns 
¡bos días, señora Pepa!, i-ela sorrindo, gorda; 
a discusión no Comité: ¡eu estou pola 
mellora do gado mouro! Non sabía por que. 
Il amaba unha certa paisaxe, unha certa 
forma das estrelas, i-as herbas, i-o canto do galo, 
unha certa voz nos homes, i-unha color nas vacas. 
I-a cidade —o mundo— decía: Mijail estame vendo tamén. 
E seguía, seguían as horas, as estaciós, os séculos. 
O mundo, porque alguén o miraba, seguía indo. 
Pro un día calisquer cen Mijail morren 
i-o mundo acaba, perdido, soio, sin que ninguén o olle 
amorosamente, como é debido. 

2. Erikson vólvese pra escoitar a súa mocidade 

E cando se decatou, quitou a pucha 
pra enchela coas froles do prado. 
—Pro as froles están somentes 
nun soño, abaneadas por un ventiño morno, 
que tamén era soño, soño, soño. 
Tivera os anos coma trigo dourado 
nas mans, no corazón, nas verbas. 
—Nos ollos tamén si, cos que medía 
o van da moza e a carreira das estrelas. 
Pro non o soupo daquela. 
Agora que por vez derradeira soña 
que escoita o cuco no alcipreste, 
coa pucha parda na man, e os ósos 
somentes quentados polos recordos, 
—ouh fondo pozo mouro, vida esgotada, 
cas ceibados do corazón, violín sen cordas!— 
vólvese: a perdida mocidade debe de estar cantando 
máis aló dos outeiros, do mare, dos outeiros, 
do mare. Aínda cantando. 

3. Eu quixera ter as voces 

Eu quixera ter tódalas voces, 
as que sirven pra decir amor. 
A voz da nai que dende a fiestra 
adeus di ó fillo que vai pró mar. 
—I-a voz da nai, que dende a porta, 
¡benvido sexas! di ó fillo que ven do mar. 
E tamén ó home, ou ó amante. 
Pra decir amor ten que haber voces como de bosque 
ou de río en fervenza, e deloutras 
soaves coma unha pel soave. 
A voz de Francisco pra decir amor a toda cousa 
e voces de amor carnal, cáseque salaios. 
I-a final, cando tivera tódalas voces, 
—adeus, namorada miña, que vas a mondar 
arroz nas lagoas, adeus, dama de Duino 
que choras bágoas de ouro i-encaixe de Venecia!  
á final, digo, ser dono disa voz segreda 
que somentes un ouvido escoite, 
que ven coma ven a noite, 
sin saber de onde, 
vestíndose a sua chambra de estrelas. 

4. O vagabundo 

Metín tódolos meus días nun fardelo mendado 
e boteime a andar. 
Eu mesmo faguía os camiños que me levaban 
lonxe, mais aló dos bosques, 
pola beira do mar, polo mar mesmo. 
E no fardelo, a carón dos días meus, 
—infancia, mocidade, madureza, vellice— 
iba metendo o pan das esmolas. 
Algunha vez o pan aínda estaba quente i ó tocalo 
resucitaba un día de meu no que, mociño, 
ollei unha dona fermosa que collía frores no xardín. 
No sur, agasallábanme con vasos de viño. 
Pro, xa é tempo de volver. Canso, e xa non sei soñar. 
Coma un trobo rachado por un raio, 
ya non enxamian as abellas no verán 
drento de min. Soños non hai nin inquedanzas. 
Na vella casa farei lume, e contareille ás chamas 
como é que morre un vagabundo. 

5. Xa foi a terra 

Xa foi a terra, xa non é. 
Ou mellor dito, foise a terra, 
quizaves polo áer, quizaves pola mar. 
—Nuben e illa deberían ter 
a mesma definición nas xeografías. 

Xa foi a terra. Dende onde vivo prisoeiro 
non podo dar testimoño de que haxa 
arbres, pasteiros, ríos, montes, 
o deserto de Arabia, i aquela chaira 
lamagosa, onde nun outeiro estaba o pobo en que nascín, 
e de onde ollaba coma o Adigio iba pro mar. 

Cemento e cemento, ferro e ferro. Soio. 
Pro, e cando voa unha anduriña i eu sei que é abril, 
ou cando chove, ou cando neva, 
podería eu decir que non hai terra, que xa foi, 
que é cousa de historia, dende a fiteira 
da celda de cemento na que vivo? 



6. Aínda non sei para que… 

Ten de haber por ahí xente 
á que lle sobre un pouco de tempo da súa vida, 
e podería darmo a min, que esgoto o meu 
deitado na miña sede, a carón da area quente 
e do esquelete do cervo que coidaba 
que ao norde había fontes de auga fresca. 
Os meus ollos xa non saben distinguir un arbre no outono 
dunha muller que se ergue do chan 
despoixas de ter parido un neno louro 
e o levanta sober da súa cabeza. 
Non diferencio as falas nin os ventos 
e teño xa esquencido o colo da miña nai 
e a Katty, á que biquei nunha orella e chorou. 
Morrendo, pido unha esmola de tempo 
aínda que non sei para que… 

7. O tempo dos probes 

Os probes teñen muito máis tempo que os ricos 
—e tamén máis frío, máis fame, máis soedade, 
máis choiva, máis sol, máis lúa, máis vento. 
Coñécense entre eles, e teñen unha fala propia 
feita de medo e de raiba, humildosa na coda 
e por dedentro chea de dentes afiados. 
Entre os probes da miña illa adeprendín 
que cando morre un neno, a xente esquece a fala, 
e soio ao día seguinte volven adeprender a falar, 
pirmeiro os outros nenos, logo a nai, logo os cas. 

8. A nao de Sigvar Sigvarson 

Imos, falcón da ribeira, do mar maior! 
Pintei unha serpe de ouro na miña vela 
e no meu peito tatuáronme o nome do meu can, 
Sok, o meu can de pastor, o que garda o meu rebaño. 
Quero, cando eu vaia polo gran mar 
e non vexa terra ao leste, 
que os meus guerreiros lean no meu peito 
o nome do meu can, eu tumbado nun leito de coiros, 
botando unha soneta, pro ouvindo decir ¡Sok! 
e soñando cos pasteiros de Bjora, onde o meu can 
axunta o rebaño á noitiña, e ladra contando 
as pardas ovellas entrando no cortello, 
namentras manseliño folerpa. 
E a miña nave navegando por ribeiras 
de sol, limoeiros, viñas e oliveiras. 

9. Tantos camiños busquei 

Non pra volver á miña casa 
senón a aquela vila refranada no vello libro, 
deitada na chaira poeirenta, arredor dunha torre, 
muitos camiños busquei, entrei e saín por laberintos 
e na boca da cova saudei á Polar. 
En lixeiros veleiros pasei o mar con ela. 
E sempre eu, libre e virxe, entre as rapazas núas 
sob as pontes de ríos sin nome, 
ou ás portas dun burdel, co meu gorro roxo, 
por curiosidade de ver mulleres tan usadas. 
Eu soñaba aquela vila do vello libro 
en días de vendima, cando entran nela 
os burros negros con canastros cheos de asios. 
Xa somentes con pasare dúas follas máis no libro, 
eu atopábame na adega catando viño roxo. 
Un solene calor enchíame i eu chegaba 
a sere un rei acolá embaixo, 
agallopando á sombra das abidueiras. 
Pro, verdadeiramente, soñaba con aquela vila 
porque nóna había, 
i eu vivía nunha illa chamada Tulé, 
de oficio remendador de redes, vinte anos, coxo e solteiro. 
O libro chegara a Tulé polo mar, nunha botella. 
Cousas que lle acontecen aos soñadores. 

10. Aqueles outros ríos 

Nado nunha illa pequena, peñascosa; 
eu nunca ollado tiña un río, pro soñei un centenar. 
No mapa da escola eran veas azúes. 
E cando por primeira vez un río, 
correr a iauga escura por entre salgueiros, vin, 
e pasar sob unha ponte de oito arcos, chorei, 
namentras o chamaba polo seu nome, 
doce coma un nome de muller. 
E do río xurdíu aquela do loiro cabelo, 
e pondo un dedo sober dos seus beizos 
díxome: Cala, e nóno despertes, 
vaite axiña, non te bañes nas súas augas, 
que che xantará o mirar. 
Que nada hai que lle goste tanto a un río 
coma un mozo estranxeiro cos ollos virxes 
de ollar ríos! 
E a fermosa aloumiñaba o lombo do río 
coma si se tratase dun boi ben cebado. 
Coma miña nai o lombo dun boi na eira da casa 
denantes de que os criados saísen con íl pra feira das quendas de maio. 
Aqueles outros ríos azúes dos soños e do mapa 
ónde estaban, ónde están, fermosa do loiro cabelo, 
Lorelei, Lorelei, que me salvache a vida? 

11. Os tres reises 

Melchor estaba agardando 
a Gaspar e Baltasar. 
Fixeron lume nun alto 
y amecéronlle pedras preciosas. 
—Sete verbas de ouro dixo un, 
sete de incenso dixo outro, 
sete de mirra dixo o mouro, 
i os tres a un tempo outra segreda, 
que así se fai, cun lume aceso, 
unha estrela. 
—De que parte cae o mundo? 
Preguntábanse os tres. 
A estrela alumeaba no ceo. 
—Ai!, de que parte caerá Belem? 
E un rapaz que collía molime 
escoitounos e riuse e berroulles: 
—Mira que tres sabios de Oriente, 
mira que tres Magos de pimpirimpel: 
déixense guiar pola estrela, 
e xa chegarán a Belem. 
E o rapaz deixou o molime 
e brincando botouse a andar, 
e chegou a Belem denantes 
que Melchor, Gaspar e Baltasar. 

12. Dende aquelas fiestras 

Si aquela muller, naquela fiestra, 
fose unha muller nova e fermosa, 
e tivese unha vista tal que poidese 
contemplar o meu rostro, e decatarse 
de canta fame de amor teño! 
Xúrovos que non poido vivir sin muller! 
O mesmo can meu, que me lambe os pés, o sabe. 
Pro, por que iba a ter ela esa diviña ollada, 
que deixa ver de fiestra a fiestra, 
a traveso da ancha praza, i ela non ten amor, 
i eu, en troques, que teño todo o amor do mundo, 
non poido ver xiquer, sober dos castiñeiros de Indias, 
si ela é nova, si é fermosa? 
E si chora cando eu choro, corazón, corazón valeiro. 
Por qué non haberá, ouh Deus!, isas miradas? 

***

1. Cando se fina un home. Asinado como Decio Arveanu, romanés, supostamente traducido por A. Labrada. Publicado o 9 de agosto de 1964. 
2. Erikson vólvese para escoitar a súa mocidade. Asinado como Sigurd Hallkness co engadido “Da Paixón de Erikson” . Publicado en 1966. 
3. Eu quixera ter as voces. Asinado como Enzo Carletti da Murona, italiano. Publicado o 10 de xullo de 1966. 
4. O vagabundo. Asinado como Eliano Ardeanu, romanés. Publicado o 23 de novembro de 1969. 
5. Xa foi a terra. Asinado como Carlo da Marjolana, italiano, co engadido “de De cando vivía soio (1958), na cadea de Rusia”. Publicado o 15 febreiro de 1970 
6. Aínda non sei para que… Asinado como Erik Triggvason, sueco, co engadido “De Vidas e mais vidas” . Publicado o 21 de xuño de 1970. 
7. O tempo dos probes. Asinado como Argret Svaden, danés, co engadido “de As outras vidas” . Publicado o 12 de xullo de 1970. 
8. A nao de Sigvar Sigvarson. Asinado como Argret Svaden, igual co anterior e publicado na mesma data de 1970. 
9. Tantos camiños busquei. Asinado como Frank Sigmundson, sueco, co engadido “do libro O soñador en Tulé”. Publicado o 18 de xullo de 970. 
10. Aqueles outros ríos. Asinado como Knut Tellanken, supostamente traducido por M. Mª Seoane a partires dunha tradución do islandés ao inglés de W. S. Potter. Publicado o 27 setembro de1970. 
11. Os tres reises. Asinado como Enzio Buoncompagni, italiano, co engadido “Do Libro das cousas sinxelas”. Publicado o 27 de decembro de 1970. 
12. Dende aquelas fiestras. Asinado como Giorgio Cantalupo, italiano, co engadido “De Ninguén ensina a soñar, o seu derradeiro libro (1970)” . Publicado o 17 de xaneiro de 1971.